Discutindo os problemas da Agropecuária
 
 

Dirigentes avaliam Ação das Câmaras Setoriais

A Criadas e legalmente constituídas no decorrer do ano de 2008, as Câmaras Setoriais estão funcionando em pleno vapor, é o que garante o Coordenador de Agronegócios da Agência de Desenvolvimento do Estado-Adece, Francisco Zuza de Oliveira. Vale ressaltar, que a idéia da criação das Câmaras surgiu dentro do AGROPACTO. Por este motivo, o Jornal União Rural ouviu alguns presidentes participantes da reunião do Comitê Consultivo, realizada dia 23 de janeiro ultimo. Confira:

As Câmaras Setorias foram instaladas seguindo o regimento de orientação da ADECE, disse o Coordenador de Agronegócio, Francisco Zuza de Oliveira.. Já temos sete Câmaras Setorias em pleno funcionamento: camarão, fruticultura, leite, flores, carnaúba, minerais e de tecnologia da informação. Essas Câmaras estão funcionando sob a presidência do setor privado, já com resultados bons em vários segmentos. Ela é um ambiente de articulação de negócios do setor e a ADECE hoje é um membro da Câmara, porque quem é mais importante são os seus membros. Os resultados no tocante ao leite, por exemplo, há um resultado objetivo, que foi conseguir junto ao governo o aumento de R$ 0,10 no preço do leite para todos os pequenos proprietários do Ceará. Outras ações resultaram em maiores investimentos no tocante à construção de novas estradas, ampliação do Porto do Pecém, tudo isso trará mais desenvolvimento para os diversos segmentos da cadeia produtiva.

Apesar da crise econômica que avassala o mundo, há uma animação dos produtores com relação ao ano de 2009, que poderá ser melhor do que em 2008. O otimismo deve-se ao consumo interno do Brasil que aumentou muito. nos ultimos anos. Quem está produzindo está também vendendo, não existe estoque de camarão no mercado. Foi o que afirmou o produtor e presidente da Cãmara Setorial do Camarão, Cristiano Peixoto Maia, durante reunião realizada no dia 23, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC, o Comitê Consultivo do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense – AGROPACTO. Segundo ele, o preço do camarão no Estado, na faixa de apenas R$ 8,00 está igual ao preço da carne bovina, isto sem levar em conta que, para o camarão é uma carne nobre e de boa qualidade, que está sendo exportada inclusive para a França, um mercado bastante exigente. Ele espera que, com a regulamentação pelo Ibama de algumas áreas ambientais e com a regulamentação da profissão, algumas fazendas voltem a povoar, devendo aumentar a produção em 2009 em torno de 30%. Em 2008, ele disse que a produção ficou em torno de 20 mil toneladas.

Com relação ao crescimento do leite em nosso Estado, o Presidente da Câmara Setorial do leite, Bessa Júnior, disse que as perspectivas são animadoras devido as chuvas que já estão chegando no Ceará. “Nós acreditamos muito no leite, porque além de ser um produto completo, tem um preço baixo, está sendo vendido. Nós, como Câmara Setorial e como produtor de leite, acreditamos que o setor possa avançar de maneira mais concreta na merenda escolar, dentro do programa Fome Zero. Temos um compromisso com o governador Cid Gomes, de que possamos aumentar a nossa quantidade de 50 mil litros de leite por dia no Fome Zero, para 120 mil litros. Porque , este quantitativo é o que a Paraíba e o rio Grande do Norte consome, e nós temos uma população muito maior do que estes dois estados, disse Bessa Junior. Se nós conseguirmos aumentar esta quantidade, vai ser um avanço muito grande para o setor leiteiro, porque com isso vai ser gerada uma demanda e tenho certeza que, com isso, vamos melhorar o preço do leite a nível de produtor, que tem sido sempre penalizado, sempre é ele que ajusta o preço da industria, e precisamos redesenhar um modelo novo para a produção de leite no Ceará, finaliza.

Já o representante da FAEC na Câmara Setorial da Carnaúba, Aníbal Gomes, disse que a criação da Câmara da Carnaúba pela Adece foi muito importante, mas disse que a Câmara precisa trabalhar para conseguir melhorar as pesquisas com vistas ao fruto e bagana. Na qualidade de produtor, eu venho fazendo pesquisas nesse sentido há três anos, mas é necessário que as instituições que detêm a ciência a tecnologia, os laboratórios envolvam-se nesta ação, disse ele: “Nós podemos dobrar a produção de cera só estendendo a palha em cabo de aço, no lugar de estender no chão.,exemplificou. Aníbal Gomes acha que o Governo deve criar uma equipe técnica para fazer estas avaliações.



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