Discutindo os problemas da Agropecuária
 
 


Instituto Agropolos do Ceará faz parceria com holandeses na certificação de flores, plantas ornamentais e horticultura


“O grande desafio do Instituto Agropólos é fazer um trabalho de certificação para os produtores que querem exportar, melhorando assim a sua capacidade de exportação no agronegócio”. Foi o que disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, José Ramos Torres de Melo Filho, que é também conselheiro do Instituto Agropólos do Ceará, nesta terça-feira, 05, durante a reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense – Agropacto. O encontro acontece toda terça-feira, às 7h30min, no auditório da Superintendência do Banco do Brasil, na Av. Santos Dumont, 2899, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
 
O Agropacto trouxe para o debate a Parceria MPS/ECAS e Instituto Agropólos do Ceará para certificação nos setores de flores, plantas ornamentais e horticultura. Segundo a representante do Instituto, a eng. Agrônoma, Ticiana Batista, a finalidade do Agropólos é, através dos serviços de auditoria e certificação, promover os empreendimentos do agronegócio brasileiro e da América Latina. “Já que o grupo holandês oferece um serviço de certificação de produtos com reconhecimento internacional. Isso proporciona eficiência e qualidade de uma forma dinâmica e empreendedora“, afirma Ticiana.
 
Fundada na Holanda, em 1995, a MPS-ECAS Certification é uma empresa de certificação internacional que trabalha com produtos da agricultura, horticultura e acquacultura, estando presente em mais de 55 países e contemplando mais de 800 empresas certificadas. E por atender os padrões dos mercados internacionais, o grupo holandês ainda atua como líder neste segmento. O auditor da MPS-ECAS, Arthij van der Ver, explica que cada país exige diferentemente os produtos que serão exportados pelo Brasil e isso implica em certificações distintas e, também, em mais custos para o produtor que deseja exportar suas flores, por exemplo. De acordo com Arthij, é por este motivo que a MPS-ECAS pensa em criar uma certificação universal, dispensando as certificações específicas para os diversos países a quem se destina a mercadoria.
 

Principais Certificações
De acordo com os critérios utilizados pela organização de supermercados na Europa, os produtos comercializados devem apresentar sanidade, boa qualidade, ausência de resíduos e um manejo sustentável. Para isso, a MPS-GAP (Flores e Plantas) que é oficialmente equivalente ao Global – GAP (Frutas e Hortaliças), garante que seu produto atende os critérios quanto à qualidade exigida por esse mercado. 
A parceria com a empresa holandesa vai permitir também ao Instituto Agropolos trabalhar o MPS ABC - Certificado de registro ambiental que se destina ao produtor que deseja atender as normas governamentais e ambientais, para iniciar o processo de certificação de flores. Já o MPS Socially Qualified, atende as novas tendências de Responsabilidade Sócio - Ambiental Corporativo. Este certificado abrange todas as exigências em relação à saúde, segurança e condições trabalhistas. A MPS Quality - certificação específica para Floricultura garante a confiabilidade das informações do produto e dos serviços prestados. Existem ainda certificações dos aspectos sócio-ambientais, o ISO 9001:2000, o TNC, BRC, HACCP, ISO 22000.
 
Opinião

Para o presidente da Câmara Setorial de Flores, Gilson Gondim, após o produtor ter consumido menos energia durante a produção e a preocupação de não agredir o meio ambiente, parâmetros do desenvolvimento sustentável, encontra ainda outras complicações entre as várias certificações exigidas pelos consumidores. Daí a necessidade desse trabalho do Instituto Agropolos.
 
“A certificação é uma realidade e não tem mais como voltar”, afirmou o economista e diretor da Multi Expressão Consultoria e Mercado LTDA, Álvaro dos Santos Neto. Ele observa que é necessário ver primeiro o tipo de certificação que vai se adequar ao produtor para depois estruturá-lo em cooperativa ou associações.
 

SENAR pode capacitar produtores

“Para atender as exigências de certificação de seus produtos, os agricultores que desejam exportar devem começar as boas práticas de gestão lá no campo, no momento do plantio da cultura, daí a necessidade de capacitá-los”. Foi o que disse o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, Flávio Viriato de Saboya Neto, que ofereceu a experiência e o campo de atuação do órgão para promover esta capacitação. “Nós temos condições de ofertar cursos para este fim e somos referendados pelo Ministério do Trabalho, para tal fim”, disse Flávio Saboya.

 

 

 

 

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