Discutindo os problemas da Agropecuária
 
 

Presidente da Cogerh diz no Agropacto que cobrança da taxa da água para a irrigação vai baixar

Após discussão de mais de um ano com os representantes dos distritos de irrigação, o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh), Francisco José Coelho Teixeira, anunciou nesta terça, 9, durante a matutina reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto), que já foi aprovada a redução em cerca de 1/6 do preço da água captada de rios e açudes, faltando apenas o Decreto do Governador do Estado para sua implementação. O encontro do Agropacto foi coordenado pelo 1º vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Flávio Viriato de Saboya Neto.

Segundo o Presidente da Cogerh, o setor da carcinicultura também foi beneficiado com essa diminuição. Hoje, o custo varia em torno de R$ 3 até R$ 9,60 por cada 1.000 metros cúbicos d’água. Atualmente, a maior receita da Companhia se concentra na indústria e no saneamento, e não na irrigação.

Teixeira ressaltou que, hoje o grande desafio dos órgãos que cuidam do gerenciamento dos recursos hídricos é “qualidade da água” que em sua opinião é mais preocupante que a quantidade. Para tanto, ele apontou uma ampla integração com a sociedade a fim de manter a água sustentável, iniciando com o trabalho de educação ambiental, e ações para conter o assoreamento das barragens, entre outras.

Ele destacou ainda que, na atualidade a oferta hídrica do Estado é da ordem de 100m³ de água por segundo, com garantia de 95% da oferta, e que a capacidade hídrica do Ceará está em torno de 78% da capacidade total em todos os reservatórios d’água do Estado, embora estejamos usando 60m³ por segundo. 

Para o presidente da Cogerh, isso significa que o Ceará pode incrementar sua atividade agrícola, principalmente a agricultura irrigada, que possui um custo que varia de R$ 1 a R$ 9,60 por cada 1.000 m³. O grande desafio é transformar essa água em riqueza e a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) pode ajudar nesta ação, pois “temos água e infraestrutura”, disse.

O deputado Neto Nunes (PMDB), presidente da Comissão de Agropecuária e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa do Ceará, sugeriu a construção de, pelo menos, mais duas barragens na Região do Baixo Jaguaribe. Para o presidente da Cogerh, a oferta hídrica pode ser ampliada principalmente na zona Norte do Estado, onde o Dnocs já está construindo o açude Taquara, e na Região do Parnaíba. O Governo do Estado está construindo mais quatro açudes: o Umari (Coreaú), Riacho da Serra (Alto Santo), Gameleiro (Itapipoca) e o Missi (Miraíma).

 

 

Assessoria de Imprensa FAEC / SENAR-AR/CE

Jornalista Silvana Frota. 9981.9640
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