Discutindo os problemas da Agropecuária
 
 



Graviola como uso fitoterápico pode entrar no mercado dentro de um ano

A partir da folha da graviola a empresa Inovagro Empreendimentos Ltda, desempenha o seu projeto de desenvolvimento, de um fitoterápico como anti-cancerígeno, por meio do apoio da FUNCAP –Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico e FINEP- Financiadora de Estudos e Projetos, duas das instituições de investimentos em inovação tecnológica do país e do Banco do Nordeste do Brasil-BNB. A empresa continua incubada do Padec, na Universidade Federal do Ceará, e agora busca o patenteamento para poder lançar-se no mercado nacional e internacional. Foi que informou Daniel Olinda, ontem, dia 25, durante a reunião semanal do Pacto de Cooperação da Agropecuária-Agropacto, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceaerá-FAEC, no auditório do Sebrae.

Daniel Olinda diz que é preciso o apoio de outras instituições como a FIEC, FAEC e Sebrae para concluir esse ciclo,que envolve muitos procedimentos burocráticos para juntar e conseguir o patenteamento dos produtos já desenvolvidos, que a Finep e Funcap aprovaram os projetos , depois de passarem por uma grande “peneira”, continuam incubados e não podem sair para o mercado por falta de apoio. Os recursos . Apesar disso, ele acredita que dentro de mais ou menos um ano, o produto estará no mercado.

Segundo Daniel, o projeto tem como objetivo lançar um produto a partir de um extrato padronizado da folha da graviola para servir de coadjuvante o tratamento do Câncer. “Captar recurso não-reembolsável para desenvolver o produto para tratamento de câncer que ajudará milhares de pacientes. Baseando-se nos trabalhos publicados e realizados nos próprios testes laboratoriais e clínicos, disse ele.

Existem diversos estudos in vitro em países como Alemanha, Estados Unidos e Brasil que demonstram a potente atividade anticancerigena dos princípios ativos encontrados na graviola. O recurso está viabilizando a realização das etapas de desenvolvimento desde a formulação do extrato até as fases de toxicologia e testes clínicos em animais e humanos. As etapas são necessárias para a comprovação e eficácia do uso de produto.

“A graviola usada como tratamento do câncer é dez vezes mais poderosa do que o tratamento com quimioterapia, existem casos de cura comprovada, por meio da combinação da ACETOGENINA, cujo é encontrada nas plantas da família annonacea, cuja graviola pertence, mas infelizmente não pode ainda ser divulgado”,finaliza Daniel.

Estiveram presentes na reunião, duas empresas incubadas no Padetec, a Piscis, que usa vísceras de peixes tendo como presidente André Siqueira, aBioclone, por Roberto Caracas, que juntas com a empresa Inovagro vão tentar um reconhecimento de patentes. As pesquisas estão sendo realizadas na Unidade de Farmacologia clínica da Universidade Federal do Ceará –UFC, que hoje é referencia nacional em desenvolvimentos fármacos.

O primeiro vice-presidente da FAEC, Paulo Helder de Alencar Braga e a secretária executiva do Agropacto Teresa Mota, disseram que a FAEC tem a preocupação de discutir inovações no agronegócio e sugeriu elaborar propostas para os órgãos Faec/Sebrae e Governo do estado, que poderão ser signatários com regulamentação do produto.

Paulo Helder colocou os esforços da entidade e do Sebrae-CE, grande parceiro da Federação para ajudar os jovens empreendedores a finalizarem seus projetos. Paulo Jorge articulador de agronegócio do Sebrae-CE pode ajudar a desenvolver em conjunto um plano de marketing , vez que o Sebrae há dois anos colocou como prioridade projetos de inovação tecnológica.

Evaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal, produtor de graviola no município de Trairí, disse que até por trabalhar com inovação, os novos produtos incubados necessitam de apoio de diversas instituições, tendo solicitado uma ação mais próxima do Sebrae.

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