Discutindo os problemas da Agropecuária
 
 



Diretor do INDI diz no Agropacto que Estado precisa ter mais visão para exportação

O Presidente do Instituto do Desenvolvimento Indistrial do Ceará –INDI,e ex-secretário de Agricultura Irrigada, Carlos Matos Lima, convidado do encontro semanal do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense–Agropacto, tratou sobre o tema: INDI e o Agronegócio, e disse que o estado do Ceará precisa ter mais visão para as exportações. Segundo ele, no ano de 2009, as indústrias alcançaram 24,5% na participação da economia cearense, enquanto que o setor de serviços apresentou 70,4% e o agropecuário 5,1%.

A Reunião foi coordenada pelo Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará –Faec, Flávio Viriato de Saboya Neto que informou ser a ultima reunião do Agropacto do ano de 2011.

Carlos Matos ressaltou que hoje a indústria apresenta 25% do emprego no estado, com 66% nas exportações sendo responsável por 50% da arrecadação do ICMS. Segundo ele, o estado está dividido entre seis pólos do agronegócio: Pólo Metropolitano, Pólo Baixo Acaraú, Pólo Ibiapaba, Pólo Baixo Jaguaribe, Pólo Centro-Sul, Pólo Cariri. No ranking das exportações cearense, a castanha de caju continua em primeiro lugar na pauta com 79,3%, seguido da lagosta(71,1%), rosas(65,2%) e melão( 60,9%).

Para ter competividade, o Ceará tem que investir cada vez mais em tecnologia para o desenvolvimento em várias áreas, especialmente na produção de frutas, destacando que o mamão por exemplo, não tem como aumentar sua produção pois o sistema de transporte não dispoe de meios mais rapidos para chegar a outros países, sob pena de perda do produto. Mostrou dados do IBGE relativos a produção de frutas em 2010, quando a banana se tornou o principal produto( com 24,8%), seguido do maracajá( 15,9%) , coco ( 14,1%) e o melão(13,8). Em anos anteriores, o melão chegou em primeiro lugar na pauta de exportações, hoje está em quarto lugar. Destacou ainda ,que em 2001, tinhamos 5,7% das exportações de frutas, hoje, temos 15,5%. Um dos fatores foi o uso da agricultura irrigada, que quadruplicou a renda do produtor cearense. Para 2011, a a produção da agricultura irrigada no Estado, cuja área representa 95 há, projeta-se uma produção de 2.855 toneladas, enquanto a área de sequeiro com 2.025 há chegará a uma produção de 5.842 ton.

Para Carlos Matos, com a inauguração da ferrovia Transnorestina o Ceará pode aumentar sua produção de graos, pois terá um frete mais barato. Conforme dados apresentados restam R$ 1,3 bilhao para concluir a obra, que transformará o Porto do Pecém, no segundo maior exportador de grãos do país.

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